Notícias, atualidades e curiosidades acerca da cidade de Viana do Castelo, Portugal.

Traje à Vianesa

Acabei de ler o livro “Uma imagem da Nação – Traje à Vianesa”, editado recentemente pela C. M. de Viana do Castelo. Um livro a não perder por aqueles que se interessam pelo tema.
Após a sua leitura, não resisti ir ao meu “baú” de fotografias e escolher algumas que retratam a riqueza dos nossos trajes regionais.
O Traje de Trabalho, Traje de Domingar e Feirar, Traje de Lavradeira, Traje de Luxo, Fato da Moda, Traje de Mordomas e Noivas, Morgadas e Meias-Senhoras, são exibidos pelas raparigas da nossa terra, principalmente nas grandes festas e romarias da região.

Deliciem-se com tanto colorido e beleza.

















Comentários

Manuela Campos disse…
Viana não tem só os trajes mais bonitos do país, tem também as "raparigas" mais bonitas e a beleza da nossa cidade.
Continue a mostrar a "nossa" cidade.
Parabéns pelo blogue "e5trelas".
etnografia e a realidade disse…
Comentários à tertulia sobre o " Traje Domingar ".
Antes de falarmos sobre o assunto devemos entender que o Fato de Lavradeira, foi um fato usado exclusivamente pelas gentes do meio rural.
Não eram usados pela burguesia, nem pelos residentes da cidade.
Por vezes vemos fotografias de familias Aristocraticas envergarem Fatos Regionais apresentando camisas com largas rendas nas Festas de Caridade, e Carnaval de outros tempos com fins defenidos. É um erro destacar estas fotos porque no fundo estes fatos não tem conotação com as gentes em questão. São outra louça.
Esta gente sempre soube se distançiar e não se misturar com as pessoas que labutam na terra.
Quando falamos de fatos , de namorar, ir á erva , ir ao monte, ir ao sargaço, temos de entender que estes fatos ou roupas utilizadas são unicamente para trabalhar.
Quem trabalha na terra, sabe bem que o trabalho é duro,e sujo.
O Trabalho do campo é um castigo ao corpo, uma espécie de escravidão,estas gentes não teem tempo para passeios, maquilhagens,ou tertúlias, os compromissos surgem a toda hora o gado para alimentar, a vaca que vai parir, o tojo para cortar,o leite para tirar etc...
Quem anda no meio rural, lida com gado, remexe a terra, lida com estrumes ( desperdicios das fezes dos animais),não pode usar perfumes, o suor é uma constante , fruto do trabalho e do oficio a que lhe foi destinado.
Ora os cuidados são poucos, as socas, os chinelos, seriam desapropriados no trabalho, muitas vezes vemos pessoas a falar de assuntos, que nasceram num mar de rosas, e nem sequer sabem o que é pegar numa enxada e trabalhar na terra.
Falam por alto..,quantas vezes chove e o trabalho tem de ser feito na hora., ora falar .. cantigas.. o trabalho é mesmo duro e escravo.
Ora estes fatos, nunca foram assim utilizados conforme se pretender fazer crer.
Nas aldeias temos a considerar os lavradores ricos ( proprietários). O Espigueiro da casa, e o lagar, eram simbolos que progetavam a fartura e posses.
Apesar de ser gente com mais posses,o trabalho do campo era executado da mesma forma e aqueles que trabalhavam á "jorna "os apelidavam de"Porcos Ricos ".
Porque razão assim eram designados!,simplesmente porque andavam sujos como os outros apenas eram mais ricos por ter casa farta, gado etc....
Os outros que nada tinham ,os lavradores ricos chamavam-lhes " Cabaneiros".
Na aldeia os ricos foram sempre uma minoria, e os fatos de Lavradeiras só eram usados por alguns ,apenas por aqueles lavradores que tinham filhas para casar.
As romarias da terra tinham lugares e cada ano era lhes atribuida, o cuidado e zelo de as promover, então os pais dessas meninas para se destacar, cuidar do seu casamento,e da festa,da mordomia,faziam o leilão,e faziam questão, tornar-se conhecidos para fazer destaque na sua freguesia.
O fato de lavradeira era usado pela mulher do campo abastada,como espécie "estatuto ". não era usado por todos , pois só algumas o seriam.
O fato de lavradeira foi sempre Vermelho. As outras cores utilizadas, foram aparecendo posteriormente, temos de ver que no inicio do século XX( Mudança do Século)surgiu uma nova industria " Turismo", na Europa ,surgiram novas ideias, a expansão e estudo dos costumes das nações, os museus, as viagens, a aventura ,as viagens de comboio, o conhecimento . Foi feito uma aposta nesta area, Portugal empenhou-se fez uma imensa proganda e hoje vemos um País com muitas tradiçoes vem enraizadas.
Voltando atrás os lenços,condiçionaram os fatos, o querer ser diferente, levou a criar vestes regionais ( Fato de Lavradeira), novos.
Os lenços eram importados como novidade e a imensa propaganda criada levou pessoas a criar algumas diferenças entre elas. , Os lenços foram adpatados, a algumas freguesias, mas hoje são todos os utilizados como se fossem propriedade delas ,quando isso é mentira.
Ora no campo etnográfico é tudo meras invenções.
Como apareceu o Fato de Meia Senhora disse…
A invenção do chamado " Fato de Meia Senhora".
A primeira referência ao fato, vem na página 55 , do livro Etnologia do autor Afonso do Paço.
O referido autor dá outra informação não considerando a classificação actual , mas sim como um fato de casamento da Freguesia de Areosa proveniente de uma lavradeira,isto é de uma pessoa ligada á terra com fartos haveres.
Tudo o que se diz para além do que vem mencionado no livro são meras invenções criadas pelos etnógrafos locais.
Estes são os primeiros conhecimentos sobre o fato em questão.
Quem se der ao cuidado , ver com mais precisão no livro " A Romaria da Sra da Agonia Ano 2000 página 90" o Fato não tem nada a ver com o actual que está guardado.
O primeiro era mais grosseiro,o segundo já o tranformaram num tecido mais fino (seda).
Mais tarde no dia 12 de Dezembro em 1977, no lugar da Senhora Ajuda, juntaram-se Sr. Alfredo Reguengo, Sr.José Rosa Araujo e Sr.Amadeu Costa e deram o seguinte parecer:
Saia e casaca em seda azul.
Camisa bretanha de linho, bordada a branco, com "ponto de imprensa".
Dois lenços de seda,com barra azul, um dos quais já espartido. Ambos sem franja.
Saca de seda azul debruada a requife da dita côr.
Botas em calfe preto com elástico e botões.
Sombrinha em paninho branco decorado.
Anágua em cambraia, com entremeios de renda , com sombra branca.
Lenço de Amor com entremeio de crivo , orlado a renda "crochet".
Esta é a verdadadeira história da invenção do Fato designado por " Meia Senhora".
A partir desta data criou-se fatos duma forma desenfreada, e inventou-se todo o tipo de histórias sobre o mesmo.
Durante muitos anos desfilou na Mordomia quando este nada tinha a ver com a abertura das Festas.
Ainda hoje continuam a teimar e a tentar fazer crer que efectivamente existiu. Numa publicação recente aborda o assunto duma forma abusiva, quando este fato foi inventado.
Manoel Ricardo de Andrade Sebastião disse…
Moro no Brasil e faço parte de um Grupo Folclórico. Gostaria de adquirir este livro. Como devo proceder? Alguém em Portugal seria capaz de comprar e postar se eu enviasse o dinheiro? Por favor entrar em contato. E-mail: manoel_internet@hotmail.com
Anónimo disse…
Sr.Manoel Ricardo de Andrade Sebastião. Esse livro encontra-se à venda no Museu do Traje de Viana do Castelo.
Sugeria entrasse em contacto com o Museu através de algum dos seguintes meios:
Museu do Traje de Viana do Castelo
Praça da República
4900-318 Viana do Castelo
Portugal

Telefone:258 809 306
Telemóvel:961622618
e-mail: museutraje@cm-viana-castelo.pt
curioso na área da etnografia disse…
O livro que o senhor pretende encontra-se de momento esgotado.
Talvez possa encontrar em algum alfarravista em Portugal, é uma questão de pesquisar.
Já sabe concerteza que o preço pode ser especulativo, sujeita a regras de mercado.
invenção do fato meia senhora. disse…
Deixa-me rir!
Agora inventaram que o Fato de Meia Senhora até poderia ter sido vestido pelas mulheres de Paço de Anha.
Tenham vergonha, não inventam mais do que as mentiras que se dizem por aí, acerca do fato.
Sempre ouvi dizer que uma mentira dita mil vezes acabava por se tornar verdade.
É isso mesmo o que se pretende.....
Portugal de Inventores! disse…
Agora Anha também tem fato de Meia Senhora ou de Morgada dizem os " Experts".....alegam que a lavradeira, com o casamento não atingui o estatuto de Senhora.... e como Anha possui um Morgadio as pessoas da casa até usavam este fato.
Tenham vergonha, querem misturar as coisas; Os Fatos Regionais foram sempre na sua origem da classe do Povo.
Tem alguma coisa a Aristrocacia ( Casa brasonada) gente toda cheia de "Quês" haver com as demais gentes, que tem lavoura, trabalha na terra, cheira ás Vacas, lida com animais.
Não misturem as coisas ," Cada macaco no seu galho ", as elites não se misturavam , nem teem nada a ver com os Fatos Regionais.
Inventem , mas com classe , agora dizer .......para fazer crer !
Tenham vergonha.
Não adulterar a verdade histórica das coisas. disse…
Matérias relacionadas com a descrição do Fato Regional de Geraz do lima.
No Livro Trajes Miticos editado em 1994, com textos da Dra. Madalena Braz Teixeira ilustre Directora do Museu do Traje em Lisboa descreve o Traje feminino de Festa Lavradeira de Geraz do Lima da seguinte forma:
Camisa .... com bordados, frentes, parte superiores das mangas e punhos.
Saia com barra bordada...Colete. Avental, e ALGIBEIRA de tecido de lã , recortada e bordada...Lenços de côr verde, Meias e Chinelas.
Num livro mais precisamente num catálogo editado em vinte e três de Setembro de 1971,sendo a parte etnográfica e textos da responsabilidade do Sr Leandro Quintas Neves.
A parte da decoração das salas destinadas ao evento foram da responsabilidade do Sr Amadeu Costa , os fatos para a exposição só foi possivel graças à colaboração do então Dr. João Edgar Barrote.
O que efectivamente se pretende dizer é que ainda hoje este catálogo serve de manual para a explicação e catalogação das peças dos Fatos da região.
No Livro em questão diz o seguinte;
Traje de lavradeira de Geraz do Lima é composto de Saia de forro preto...,Avental de fundo verde..,Colete de barra preta..,e ALGIBEIRA de de cor, azul ..., Lenços verdes, Meias e Chinelas pretas.
Como é possivel numa Tertúlia feita á um ano atrás ,dizer um responsável de um grupo que na nossa terra ( Geraz do Lima ) é assim , não usamos algibeira.
Quando todos nos sabemos que todas estas matérias estão descritas em livros, com pessoas crediveis,factos estudados á época e agora inventa-se todo o tipo de coisas que nunca se viu nos dias de hoje, só para dizer que a nossa terra é diferente...
Lamento que numa plateia de gente com responsabilidades, ninguém salvaguarde estes pormenores,querem ser tão diferentes que acabam sempre por dizer asneiras.
Os dirigentes dos grupos não são os "Senhores da verdade", é importante manter a verdade e não se andar a "INVENTAR ", porque senão cai-se num descredito total , ninguém se entende , começa-se a manusear livros para estudo e cada um diz o que lhe apetece.
Muitos dos problemas actuais do Folclore são atribuidos ao exagero desenfreado da formação de Grupos ,as terras perderam a identidade e os pequenos pormenores que as faziam diferentes , agora apareçem iguais em todas as freguesias.
Culpa de Quem! Simplesmente de quem está a frente dos mesmos, porque são eles os primeiros a manter este tipo de coisas.
Temos como exemplo o Grupo da Corrila, aparecem com fatos da Areosa, as GOLAS DE RENDA do baixo Minho usada por grupo da Região(Alvarães,e Ancora)e outras situações que a médio vão levar á anarquia total no Traje à Vianeza.
Daqui a alguns anos como é que os etnógrafos vão classificar os Fatos Regionais por freguesias e diferencia-los.
Só fazendo suposições e contando histórias que se vão deturpando ao longo das épocas, conforme já nos dizia Dr. Figueiredo da Guerra na Revista Lusa editada pelos anos de 1920. ( As roupas ( Regionais)já na época dizia ele:que eram adulteradas ,bastava as cores e tingimento de tecidos serem diferentes a cada passo ,os materiais aplicados ,tornam os produtos diferentes e as pessoas eram obrigadas a fazer aquilo que na época aparecia.
Actualmente o problema é identico, e dado a falta de artigos textiles as pessoas executam os trabalhos com aquilo que á no momento.
Não adulterar a verdade histórica (Continuação) disse…
O traje é de todos os costumes,o mais variavel factor de modificação.Muda com a modificação de quem o faz,pela escolha,pelo trabalho,pelos materiais,pelas combinações das cores, no entanto sendo outro é sempre um traje.
O Sr Cesar Maciel publicou um trabalho em 2009 na revista de Cultura do Alto Minho N3 sob o tema O Folclore,O traje e o Rancho de Geraz na Ribeira-Lima.
O seu trabalho incide mais numa relação " traje de Geraz , gentes da terra e a a presença da Rainha D.MariaII.
Depois de diversas consultas em actas da camara verificou que efectivamente a Rainha esteve na dita freguesia em 1848 no entanto não se conhece menhum registo escrito que relacione directamente o verde com a visita da Rainha.
Como é que se pode dizer e escrever que "o traje verde tem mais de um século de existencia ".
Não sou eu que o digo mas sim quem escreveu sobre o tema num livro á venda na terra.
Continuo a dizer que se exagera no historial dos trajes.
Ora vejamos Manuel Couto Viana foi um defensor do traje regional ,para isso procurou com a colaboração dos regedores , padres das freguesias implementar o gosto por vestir estas vestes. Fomentou-se concursos para as pessoas aparecerem com fatos regionais e utiliza-los sem qualquer vergonha nos desfiles etnograficos.
Nesta tarefa empenhou-se a D Maria Gemiana Branco Abreu lima , irmã e demais Senhoras da Sociedade Vianense,mostrando que a elite local vestia estas roupas sem qualquer vergonha.
Em 1930 fomentam-se os Grupos de Folclore.
A história do folclore tem como primeiro o Grupo de Carreço. Durante anos houve uma certa confusão nesta matéria se chamaria Grupo ou Rancho!
Mas continuando a nossa conversa se pudessemos situar o fato na época da Rainha D.Maria II então Geraz do Lima teria o seu primeiro Grupo de folclore.
Acontece que Afonso do Paço , Claudio Basto entre outros não faz referencia ao Traje de Geraz em qualquer data mesmo em 1930.
Dr. Luis Chaves, distinto etnografo, e arqueologo escreve em 1943 a dado momento num livro ; "O Traje de Geraz verde de Viana é novo , é um modernismo centrifogo, e quem vir uma mulher com ele envergado , nunca erra , atribuindo-o á Vianeza ".
Conclusão o traje foi criado nos anos 40 surgui numa continuação duma intensa propaganda feita na época para incentivar o gosto nas freguesias vizinhas de Viana.
Agora quanto ao historial sejamos modestos , invente-se mas com conta e medida.
Anónimo disse…
Estou maravilhada com tanto colorido e beleza.
Não sou entendida no assunto, mas nunca imaginei que houvesse tanta variedade de trajes na região de Viana do Castelo.
Não sou de Viana do Castelo e nunca assisti às Festas D'Agonia, mas desde muito nova que ouvi falar maravilhas delas.
Ando sempre a adiar uma ida para assistir às Festas, mas não hei-de morrer sem lá ir.
História do traje de Meia senhora também chamado de morgada disse…
Sobre o traje de meia senhora também designado por fato de morgada encontrei escrito o seguinte na net;
O fato de Meia senhora ou Morgada, designação dada, por ser a filha mais velha herdeira de propriedades ou bens vinculados, que não podiam ser vendidos e que passavam de pais para filhos.
O traje compunha-se de casaca....saia... sacola.. sombrinha...lenço....e chinelas pretas.
Usavam sombrinha quando se deslocavam á cidade, para se proteger do sol, para manter a pele clara, sinal de que não trabalhavam.
A qualidade do ouro que a rapariga usava demonstrava a sua riqueza.
Como atrás foi mencionado esta é uma das " histórias" inventadas que vão circulando sobre este fato.
Os costumes regionais, os fatos do alto -minho evidenciam unicamente tudo o que é relacionado com o meio rural.
Quando falamos nos mesmos estamos, a considerar uma classe de gente que vivia da labuta da terra , e não duma aristrocacia que vivia de rendimentos , e tinha uma forma de vida completamente diferente, das gentes do campo.
Na aldeia quando se fala de " Morgado ",entende-se por filho unico com casa farta de ( terra ,gado , e vinho ) e nada mais.
Ainda hoje assim é chamado, e nos meios onde a agricultura é mais intensa podemos nos informar sobre o mesmo.
Naturalmente no meio em que viviam ser morgado era sempre um casamento "apetecido ",atraente, pois era mais um investimento.
Os vinculos já eram atribuidos a classes mais abastadas,bem desligadas do povo e mais relacionado com a burguesia mercantil, e á nobreza rural, que nada faziam e viviam de rendimentos. As familias tinham diversos filhos e só um, o mais velho era detentor dos bens.
Esta situação é bem diferente da anterior , e uma não tem nada a ver com a outra.
Estes já eram bem diferentes trajavam a moda da época e não se misturavam, com a desmais gente do povo.
Quanto ao ouro , a pessoa levava o que era corrente na época,( O normal), com conta e medida, naturalmente não levavam 5 a 6 kilos de ouro como aparecem as mordomas de viana nos cortejos, então teriam de andar com a policia atrás e munidos de guarda costas.
Quando vemos pessoas a identificar escritores para fazer crer que as mulheres do Minho levavam muito ouro, temos de considerar que estes quando faziam o livro estavam a romancear , e a tendencia é por mais... exagerar..
para embelezar o texto.
Outra historia do fato de meia senhora disse…
Outra história sobre o Traje de meia senhora.
O que dizem os de Perre:
Quando o chefe de familia emigrava para o Brasil, ao fim de algum tempo enviava dinheiro, a esposa, e para demonstrar que estava bem de vida vestia as filhas com este fato.
Dizem eles que não podiam ser lavradeiras, porque não trabalhavam nos campos, e não eram senhoras porque não eram da cidade.
Como se vê cada um faz a sua versão, dizendo simplesmente asneiras, oram são morgadas , ora pertencem a uma casa com vinculos, ora são senhoras , ora não são lavradeiras, que grande " Sangalhada " aqui vai!
Porque é que andam a inventar uma coisa que não tem lógica, nunca foi escrita nem mencionada em qualquer livro antigo , os fatos regionais são unicamentes vestes dos meio rural , de gente do campo.
PAROLICES DA NOSSA TERRA disse…
" PAROLICES DA NOSSA TERRA "
No bissemanário Alto Minho sob o Nº867 elabora uma retrospectiva das Festas de Romaria de muitas terras vizinhas a Viana.
Não se compreende como é que numa Romaria como exemplo Darque durante a procissão vão Trajes Regionais, junto ás autoridades eclesiástcas.
A procissão é um acto solene e de respeito onde a freguesia e forasteiros fazem homenagem aos seus Santos padroeiros neste caso Senhor da Saúde, S. Sebastião, e Nossa Senhora da Oliveira.
Essa homenagem é feita com cumprimento de promessas, com vestimentos alegóricas ( Anjinhos )e figuras com relevância na Igreja , Nossa Senhora, S. Pedro etc. Sobretudo em especial sempre motivos ligadas á Igreja, Andores etc.
Os trajes regionais são apresentados nos cortejos etnográficos e não duma forma exibicionista numa procissão.
Quem vai numa procissão vai num acto de culto ,mas sim de promessa ou culto, não ali para se exibir com uma " montra de ouro ", para ser falada em toda a vila.
Coisas de " PAROLOS " , a exibição acaba por os tornar ridiculos, quanto mais mais esse ouro se calhar não é da propria , emprestado 80º/º, e Pechebeque.
Agora de louvar seria uma promessa ( Oferta de ouro )a um dos santos como antigamente faziam, mas com a roupa corrente.
Mas essa função não está ali para esse fim.
Umas das participantes apresenta uma Mordoma com fato preto com vela, o que não é corrente e normal numa procissão , estes fatos apresenta-se unicamente como função o exibicioninmo.
Como se processa o fabrico dos Fatos Regionais de Viana, Mordoma, Fato de Noiva, Fato de Lavradeira e outros....... disse…
Vou explicar como regularmente se executa um fato de mordoma negro ou fato de noiva e que muita gente diz que elabora e precisa de uma serie de individuos para concluir a obra porque sem eles não concluem o produto :
Os brocados são comprados em casas que vendem tecidos ou fazendas a metro ( brocados)e ( Fazendas).
Os veludos devem ser de boa qualidade,e as fazendas de boa lã para não ganhar " Borbotos", evitar o uso de tecidos ,com a composição de poliester.
Uma saia regularmente tem 4 metros de roda.Pode levar 1 barra , ou mesmo duas barras conforme o gosto da pessoa.
Deve-se ter em atenção a qualidade para ter uma duração prolongada.
Apesar de haver tecidos com aparato , por vezes não são os melhores , a composição é mais importante.
Primeiro é necessário arranjar uma bordadeira que borda missangas ou vidrilhos.
Os desenhos ou são feitos pela mesma , ou arranja-se uma pessoa com arte em desenho.
Terceiro ponto depois de executado o bordado arranja-se uma boa costureira para arremates de costura; aplicação de barras, contrução do colete ou casaca, e arremate do avental.
Os demais acessórios como fitas de seda galões e rendas são comprados numa retrosaria, qualquer pois existem muitas variedades e o dinheiro é que dita a escolha.
As meias são executadas por pessoas que regularmente fazem coroché.
As chinelas são executadas por um sapateiro. Deve-se ter em atenção que devem ser executadas com um bom cabedal maleável para dar bom andar, porque as que se vê no mercado são rijas e não dão bom andar.
São caras e merecem melhor.
Quanto ao fato de Lavradeira temos de ter uma tecedeira que vai tecer o Avental e a Saia.
Os acessórios a comprar são linhas e fita de algodão a combinar com a cor do fato que se encontra em qualquer retrosaria.
Como grande parte das Fábricas de lãs na Covilhã tem fechado e para dar uma continuadade ao artigo, é provável que muitos dos Chamados " novelos " que as tecedeiras usam no tear ,sejam Acrilicos, por falta de cores e artigo no mercado.
Uma pessoa que saiba elaborar um bom risco ( Desenho) da Barra.
Uma bordadeira para bordar e aplicar " Lantejoulas" na barra da saia.
Uma bordadeira para elaborar o colete e o desenho.
Uma bordadeira que faça o desenho e borde missangas para elaborar a algibeira.
Uma pessoa que saiba fazer coroché para elaborar as meias.
Uma pessoa que sabe bordar uma camisa e outra para fazer o desenho a escolher.
Uma pessoa que faça chinelas.
Ter em atenção que as mesmas sejam feitas com um cabedal bom e maleável para dar bem estar ao pé.Quantas vezes vejo pessoas a comprar e a reclamar que dão mal estar, e são muito rigos.
Regularmente as camisas apresentam umas pregas " Imprensa" que são feitas por pessoas especializadas neste tipo de arte.
Finalmente uma boa costureira para executar e fechar as peças, colete, camisa, avental. e saia, e albibeira.
Estas são as fases que constam no fabrico dos fatos.
Qualquer individuo que comercializa este artigo ou dis que faz Fatos Regionais ,tem de ter uma série de pessoas a colaborar nos mesmos , porque sem eles não consegue executar a obra.
Anónimo disse…
Amanhá vou vindimar!
Vou levar o fato de trabalho , para tirar uvas, manobrar dornas e descarregar no lagar as uvas tiradas das ramadas.
Na minha casa trabalha-se á moda antiga não tenho tractor , o transporte é feito em carro de bois.
O telemóvel está interdito, não faz parte da festa.
No fim há uma pizada com umas gaitadas para animar a malta.
Se alguém quizer saber quais são os fatos a utilizar numa vindima quer seja de mulher ou homem, venham daí venham ver o que é uma vindima na aldeia.
Não é preciso nenhuma tertúlia ,nem cadeiras vendo já ficam com a ideia do que é trabalhar na lavoura.
Temos cestos para apanha, e tesouras para cortar os cachos de uvas.
Agradeço que não tragam roupa branca , seria um total desastre.
Se gostarem e se portarem bem não há caliçadas de Vinho do Porto, mas sim umas feveras de porco ,broa , presunto e vinho do pipo "carrascão ".
Especulação disse…
A dias encontrei na net uma casa que vendia 3 caixas Regionais por 60,oo euros.
Uma Antentica especulação!
As mesmas (3) em Viana compram-se , nada mais que 20,00 euros.
Grande abuso tem esta gente a vender.
João Gonçalves disse…
Que beleza. Que variedade. Que moças bonitas.
Tanta beleza junta, só podia ser em Viana do Castelo.
As verdades e mentiras sobre o traje e folclore Vianense disse…
As verdades e mentiras sobre o traje e folclore da nossa terra.
No jornal Aurora do Lima de 6 de Julho de 2012 . Adriano Antunes vem conhecido em Santa Marta de Portuzelo pela sua ligação ao Grupo Folclorico de Santa Marta faz o seguinte comentário sobre o cartaz de festas do ano 2012.
A matéria em questão tem o titulo de " Senão houvesse gostos que seria do amarelo ... "
Diz o nosso amigo o seguinte:-
Era esta a expressão popular usada, quando a alguém nao agradava a cor do amarelo , que nem sempre merecia esse trato.
O cartaz da Romaria de Santa Marta não deixa de ser, até um dos mais vistosos que ultomamente a comissão de festas tem apresentado, embora o seu presidente seja sempre a mesma pessoa, poderá mudar um ou outro elemento, mas o presidente é vitalicio.
è o amarelo que mais realça as cores do nosso cartaz. O colete que o jovem Nelson ostenta, é sem duvida , o que mais chama à curiosidade, colete nunca visto nos nossos antepassados, é exibido no nosso Grupo Folclórico e . agora , no cartaz.
A jov em que enverga um traje de feira tamb´´em nela apostaram , e bem no " amarelo " ( do ouro).
Mas nuca alguém se apresentaria numa feira com tanto ouro ao pescoço.
Sujeitar-se-ia a ser ridicularizada por outras mulheres que iam feirar, ou então sofrer o desgosto de vir para casa com o pescoço vazio.
A jovem que faz fundo na fotografia não alterou o traje á lavradeira, colocando o lenço amarelo, contudo , deixou que lhe pusessem uma gargantilha e umas tantas peças de ouro penduradas no lenço, e um alfinete com tres libras simbolizando, os tres vintens, usado apenas nas noivas" oferta da mãe " garantindo que a sua filha ia virgem para o casamento ".
Pena é alterarem o Traje á Lavradeira, unico no nosso País e o mais representativo do traje português, tendo sido já cartaz na nossa Expo /98.
Não se admira quando os nossos politicos,dizem " Isto è folclore ", confundindo com o Carnaval.Por favor não alterem o nosso Traje de Lavradeira , e muito menos em Santa Marta de Portuzelo,que teve sempre o brio de representar o fato completo , fosse ele o vermelho ou o Azul.
Mas o lençlo amarelo nunca fez parte do trajar á lavradeira de Santa Marta de Portuzelo.
O saber trajar , o saber ourar, faz parte da nossa cultura Santamartense.
O verdadeiro sentido da palavra Lavradeira . disse…

Muito recente vi um video na internet em que o entrevistado Dr.João Alpuim Botelho diz: " A lavradeira é a mulher que lavra a terra ".
No meu entender não é esta a forma correta de explicar o sentido da palavra.
.......A mulher do campo cultiva a terra utilizando diversos utensilios tais como; enxada, padiola, engaço,o arado, e o carro de bois.
Quando esta possui uma vasta área de terreno , tem os jornaleiros ( homens ou mulheres ) que se ocupam do trabalho duro da terra, pago à jorna.
Na giria rural estes trabalhadores são denominados de " Cabaneiros ".
Este termo era assim designado porque estes precisavam de trabalhar por conta dos outros para viver.
Quando se diz que fulana é lavradeira este termo é usado unicamente como "estatuto " para diferenciar das outras mulheres que não tinham haveres.
A designação de "lavradeira " não era termo usado por todas em geral.
Muitas vezes quando consultamos documentos antigos , certidões ou escrituras do século passado encontramos como profissão da mulher , a denominação de Lavradeira.
Naturalmente a lavradeira era uma pessoa com vastos haveres , com casa farta , com muita terra, espigueiro, lagar de pedra, adega , gado, etc.
Eram estas lavradeiras ( abastadas ) que ocupavam as filhas no preparo das festas da terra, e no arranjo dos tabuleiros para serem leiloados durante a romaria.
Este processo regularmente era rodado por lugares na freguesia.
As mães adquiriam o "Fato de luxo de Lavradeira" ou rico que era usado com " Chieira e vaidade para demonstrar " superioridade e abastança ".
Todo este processo tinham um efeito na comunidade local as filhas eram apresentadas aos amigos e familias que se interligavam dando origem a um possivel namoro e de seguida um casamento.
O verdadeiro sentido da palavra " Lavradeira " termo usado na aldeia. disse…
Lembro que:
Na giria rural entre os mais idosos era comum ouvir dizer-se " Agora sim já não és uma "cabaneira " mas sim uma " lavradeira ", queria isto dizer no meio rural que a pessoa em causa tinha evoluido ,era uma pessoa de fartos haveres porque adquiriu mais terra ou uma herança.

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