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Navio Atlântida vendido pelo dobro do preço em oito meses


Mário Ferreira vai vender por 17 milhões de euros o navio que comprou ao Estado, em Setembro, por oito milhões. 
O navio Atlântida, adquirido pelo empresário Mário Ferreira há oito meses, vai ser vendido a uma empresa de cruzeiros da Noruega, sabe o Diário Económico. O negócio que deve ficar concluído até ao final deste mês envolve o pagamento de perto de 17 milhões de euros, cerca do dobro do que a Douro Azul pagou ao Estado português em Setembro do ano passado. O navio foi comprado para o universo de Mário Ferreira, através de concurso público internacional. 
Contactado, o empresário diz "não [fazer] comentários". Fontes próximas do processo garantiram ao Diário Económico que o "navio que até agora tem estado nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) deverá viajar para a Noruega no final deste mês". Apesar do Atlântida precisar de sofrer alterações, devido às novas funções para as quais foi adquirido, essa reforma não irá passar pelos estaleiros de Viana do Castelo, como esteve inicialmente previsto. 
O grupo Douro Azul mostrou estar disponível para vender o navio Atlântida em Dezembro de 2014, cerca de quatro meses depois de o ter comprado. Na ocasião a empresa anunciou que os destinos prováveis para o ferry-boat seriam a Noruega, Antártida, costa oeste de África e Malta. 
Em comunicado emitido nessa altura, Mário Ferreira anunciava que "resolveu dar um novo rumo à embarcação" depois de inúmeras solicitações de que foi alvo por parte de operadores internacionais. Ainda na mesma ocasião, a empresa anunciava que a "Douro Azul tem assim em carteira vários desafios e alternativas válidos para o Atlântida para operar em águas internacionais, seja numa operação típica de ferry, seja no apoio a plataformas petrolíferas". 
O empresário considerava ainda que "perante as oportunidades que entretanto se colocaram" tinha chegado à conclusão "que não fazia sentido proceder a obras profundas de reconstrução, desvirtuando uma embarcação com tanta qualidade técnica e com tanta procura". 
Recorde-se que Mário Ferreira adquiriu o navio para o reconverter em navio para cruzeiros de luxo - uma reconversão que teria um custo de seis milhões de euros e que iria ser efectuada nos estaleiros da West Sea, subconcessionária dos terrenos e infra-estruturas dos ENVC - com o propósito de o enviar para a Amazónia para fazer a travessia entre Manaus no Brasil e Iquitos no Peru, um projecto que o empresário está também a reformular e que já não vai passar por terras brasileiras, tal como o DiárioEconómico avançou na edição de ontem. 
O Atlântida é uma embarcação de 98 metros de comprimento, com capacidade de transporte de 125 veículos ligeiros de passageiros e oito veículos pesados, podendo transportar 750 passageiros. O navio dispõe de 27 cabinas, algumas delas duplas e vários salões de apoio. 
O ferry-boat, construído nos ENVCpor encomenda do governo regional dos Açores, foi recusado em 2009 por não ter as condições técnicas adequadas para assegurar as ligações entre as ilhas do arquipélago.

Fonte: Jornal Diário Económico (20.05.2015)

Comentários

  1. O vandalismo de volta à cidade !21 de maio de 2015 às 19:29

    Na madrugada do dia 21 de Maio de 2015 ,na Avenida Luis de Camões marginais atuaram durante a noite. Danificaram o fecho dos depósitos de algumas viaturas para roubar combustível.

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  2. Porque razão garrafas e copos estão na via publica ca23 de maio de 2015 às 13:46

    Há uns anos atrás na Rua de S.Bento, havia desordem ,e copos com regularidade. Após o encerramento dos bares o local voltou ao sossego normal. Na mesma altura o bar da marina faziam Karaok. Os moradores na Avenida tinham de aguentar o barulho durante a madrugada. Acabaram todos por fechar.
    No momento presente voltam abrir 3 novos bares.
    Qual o resultado de imediato:_
    Garrafas vazias outras partidas na via publica.
    Copos de plastico com bebidas. Muito recente danificaram carros ,roubaram combustível de diversos carros estacionadas nesta área residencial.
    Grupos de pessoas fazem barulho e mantém-se a conversar.
    Diz-se que na Ribeira do Porto, na zona dos bares o movimento parece mais um S.João todos os dias.
    Será que em Viana pretendem fazer o mesmo.
    Tanto espaço para licenciar ,sem prejudicar os moradores.
    Junto á Praça de Touros , Praia Norte , Santa Luzia, Convento S.Francisco,Parque da cidade...
    Em breve bem a feira do livro , a feira de Artesanato ,Feira da industria, e por fim as Festas da Agonia.
    A confusão vai chegar !

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  3. ...e se voltassemos 50 anos atrás, que maravilha que era!
    depois queixam-se que a cidade não tem movimento que o comercio não resiste de portas abertas, que a cidade não evolui,que não há emprego!
    Não há cidades sem problemas, há é que criar condições para evitar esses atos de vandalismo e isso pode passar por facilitar o estacionamneto em parques aos moradores e insonorização dos espaços bem como policiamento das ruas mais afetadas.
    Fechar portas é o pior que podem fazer a esta cidade já meia morta.

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