Movimento cria página no Facebook em defesa do Convento de S. Francisco

outubro 12, 2015 0 Comentários


Uma Página em defesa do Convento de São Francisco do Monte, foi criada na Net por um movimento cívico que tem como objetivo chamar a atenção para a necessidade da recuperação do Convento, que se encontra em avançado estado de degradação.
Criada no dia 10 de outubro de 2015, a página já reúne mais de dois mil e cem membros. Adira a este movimento. Dê as suas sugestões ou opiniões. Todos não serão de mais para dar destaque e visibilidade a esta iniciativa.
Intitulada “Vamos Recuperar o Convento de São Francisco do Monte” pode aceder à Página, clicando AQUI.

Apesar de criada há somente três dias, já conseguiu captar a atenção da comunicação social, nomeadamente da Agência de Notícias LUSA.
Noticia da Agencia LUSA: 
"Movimento criado nas redes sociais para salvar convento abandonado em Viana do Castelo

Viana do Castelo, Portugal 12/10/2015 15:42 (LUSA) 
Promover a troca de ideias e propostas com vista à recuperação do Convento de São Francisco do Monte, em Viana do Castelo, em avançado estado de degradação, é o objetivo de um movimento criado nas redes sociais. 
Em declarações hoje à Lusa, o autor da página "Vamos Recuperar o Convento de São Francisco do Monte", Paulo Vilaverde, explicou que o que se pretende é "criar um fórum, o mais alargado possível, que represente a cidade de forma heterogénea, sem politização e partidarização, para levar a bom porto a recuperação do convento". 
Em causa está um imóvel datado do século XIV, adquirido em 2001 pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), situado na encosta do Monte de Santa Luzia, e que se encontra há anos votado ao abandono e à espera de uma reabilitação que poderá custar mais de oito milhões de euros.
A intenção do IPVC passa por transformar o convento secular num espaço de retiro para formação ou criação artística mas, por falta de financiamento, o projeto ainda não saiu do papel. 
"Enquanto cidadãos temos a obrigação de defender o património que recebemos, e que queremos deixar às gerações futuras. Decidi utilizar este meio comunicação que é a Internet para lançar esta causa e ver se havia interesse dos cidadãos em recuperar o imóvel. A adesão foi massiva", disse Paulo Vilaverde. 
Criada na rede social Facebook na madrugada de sexta-feira passada, a página reúne quase dois mil membros, sendo que o objetivo é atingir os dez mil "para que a troca de ideias, e de propostas possa ter repercussão". 
"Esta é uma questão da cidade e da sua história. No entanto, temos que mostrar que é uma questão importante para um conjunto significativo de cidadãos. Quantos mais aderirem melhor para fazermos ouvir a nossa voz junto do IPVC e de outras entidades públicas", sublinhou. 
O autor da página adiantou que a preocupação não é nova sendo que "nos anos 90 diversos cidadãos se movimentaram para recuperar aquele importante património, mas sem sucesso". 
Explicou que, apesar de não estar classificado, o imóvel integra "imagens fabulosas de São Francisco, Santo António, e São Pedro de Alcântara, os patronos da Ordem de São Francisco, sendo o terceiro mandado construir por aquela ordem em Portugal". 
"Queremos reunir o maior número de ideias e projetos para realizar, no local, um fórum, envolvendo todos os interessados em discutir a recuperação daquele conjunto edificado. Uma discussão que envolva o IPVC, autarcas, investigadores, e população em geral", explicou. 
No imediato, o movimento quer "desenvolver esforços para promover visitas guiadas ao local, sobretudo dirigidas às escolas, e a cidadãos ainda desconhecedores da realidade do imóvel".
Contactado pela Lusa, o presidente do IPVC disse ver "com muito bons olhos", esta iniciativa, considerando poder ser "um agente facilitador de criação de um lóbi que ajude a encontrar uma solução". 
"É uma boa ajuda, e o IPVC está totalmente disponível para participar nesta causa. Não pode ser uma causa fracionada mas de toda a cidade", defendeu Rui Teixeira, admitindo que o acesso a financiamento europeu para a recuperação daquele património "tem sido um problema constante".
Antes de chegar as mãos do IPVC, e com a extinção das ordens religiosas, o convento foi comprado em hasta pública em 1834, pelo Visconde de Carreira, que o transformou em exploração agrícola. A partir da década de 60 do século XX, o espaço conventual entrou em progressivo estado de degradação e, em 1987, o seu último proprietário, Rui Feijó, doou-o à Misericórdia local."

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